
Se olharmos para a maioria das organizações, a monitorização de IT já devia ser proativa, mas, na prática, continua a ser maioritariamente reativa.
Este desfasamento entre o que devia acontecer e o que realmente acontece explica muitas das dores que vemos todos os dias: paragens inesperadas, lentidão, incidentes recorrentes e equipas de IT sempre em modo de urgência.
Não é falta de tecnologia, mas de modelo de gestão.
O paradoxo da gestão IT atual
Nunca tivemos tanta dependência da tecnologia como hoje, e, ainda assim, muitas empresas continuam a gerir infraestruturas críticas com base em:
- Tickets abertos após a ocorrência do incidente
- Reclamações de utilizadores como principal “sistema de alerta”
- Falta de visibilidade contínua sobre o estado real da infraestrutura
Relatórios de analistas e fabricantes internacionais são consistentes num ponto: a maioria das interrupções poderia ser evitada com deteção antecipada. O problema não é resolver rápido, é chegar sempre tarde.
Porque é que a reação continua a dominar
Há várias razões, e quase nenhuma é técnica:
- Equipas internas reduzidas, sem tempo para monitorização contínua
- Ambientes cada vez mais híbridos e distribuídos
- Falta de ferramentas que agreguem informação de forma simples e acionável
- Prioridade dada à resolução imediata e a prevenção fica para segundo plano
O resultado é um IT ocupado, mas não necessariamente eficiente.
O papel real da monitorização e gestão remota (RMM)
A monitorização e gestão remota, ou RMM, surge precisamente para quebrar este ciclo.
O objetivo não é substituir pessoas, é dar contexto, previsibilidade e capacidade de antecipação.
Em vez de esperar que incidente ocorra, acompanha-se o comportamento dos sistemas em permanência.
Plataformas como a Atera refletem esta mudança de abordagem ao permitir:
- Monitorização contínua do desempenho e disponibilidade
- Alertas automáticos baseados em padrões reais, não apenas thresholds generalistas
- Gestão centralizada de patches e updates, reduzindo risco operacional e de segurança
- Inventário atualizado de ativos
é essencial para decisões técnicas e de investimento
Aqui, a tecnologia deixa de ser meramente reativa e passa assumir um papel de ativo na tomada de decisão.
Proatividade em IT ainda não é padrão, mas devia ser
Apesar de todas as evidências, a monitorização proativa ainda não é a norma no mercado, e isso explica porque é que tantas organizações continuam a aceitar interrupções como inevitáveis.
Empresas que adotam uma abordagem proativa não eliminam todos os incidentes, mas reduzem drasticamente o impacto, o tempo de resposta e o desgaste das equipas.
A maturidade em IT mede-se menos pela rapidez com que se resolve um incidente e mais pela capacidade de evitar que ele aconteça.
Enquanto a reação continuar a ser o ponto de partida, o IT continuará a correr atrás o prejuízo. A verdadeira mudança começa quando a monitorização passa a antecipar, e não apenas a reagir.




