
A NIS2 deixou de ser um tema distante. Aliás, em 2026 passa a ser uma realidade operacional. Durante meses, a Diretiva NIS2 foi encarada por muitas empresas como algo abstrato, distante ou reservado a grandes infraestruturas críticas. Essa perceção já não corresponde à realidade.
A partir de 2026, a NIS2 passa a ter impacto direto em milhares de organizações, incluindo empresas de média dimensão que nunca se viram como “alvo” de regulamentação em cibersegurança. O motivo é simples: o alcance da diretiva é maior, as exigências são mais claras e a responsabilização é real.
A pergunta deixou de ser se a NIS2 se aplica à sua empresa. A pergunta agora é se a sua empresa está preparada.
Afinal, quem passa a estar abrangido pela NIS2?
Uma das maiores mudanças introduzidas pela NIS2 é o alargamento do âmbito de aplicação.
Para além dos setores tradicionalmente considerados críticos, passam a estar abrangidas:
- Empresas de média dimensão em setores essenciais e importantes
- Organizações integradas em cadeias de fornecimento reguladas
- Prestadores de serviços tecnológicos, digitais e de suporte operacional
Mesmo empresas que não são diretamente reguladas podem ser afetadas de forma indireta, por exigência de clientes, parceiros ou contratos.
Na prática, a segurança deixa de ser um tema isolado e passa a ser uma responsabilidade partilhada ao longo da cadeia de valor.
O que muda na prática com a NIS2 em 2026?
A NIS2 não introduz apenas recomendações. Introduz obrigações concretas, mensuráveis e auditáveis.
Entre os principais requisitos estão:
Medidas técnicas e organizativas de segurança
As empresas passam a ter de implementar controlos adequados ao seu risco real, não soluções genéricas ou meramente simbólicas.
Gestão de risco documentada e contínua
A segurança deixa de ser reativa. É exigida uma abordagem estruturada, com avaliação regular de riscos e decisões documentadas.
Capacidade de deteção e resposta a incidentes
Não basta prevenir. É obrigatório detetar, responder e recuperar de incidentes de forma eficaz.
Notificação de incidentes relevantes
Incidentes significativos têm de ser comunicados às autoridades competentes dentro de prazos definidos, o que exige processos claros e preparados.
Responsabilidade direta da gestão de topo
A segurança da informação deixa de ser apenas um tema técnico. A gestão passa a ser diretamente responsável por garantir que existem meios, decisões e supervisão adequadas.
A NIS2 não é apenas tecnologia. É governança.
Um dos erros mais comuns na abordagem à NIS2 é assumir que se resolve com ferramentas.
Firewalls, antivírus ou sistemas de monitorização são importantes, mas não são suficientes por si só.
A diretiva exige maturidade organizacional, incluindo:
- Políticas claras e aplicadas
- Processos definidos e testados
- Formação e sensibilização das equipas
- Controlo, monitorização e melhoria contínua
Em muitas empresas, o maior desafio não está na tecnologia disponível, mas na falta de estrutura, clareza e responsabilidade.
O risco de adiar a preparação
Adiar a preparação para a NIS2 não reduz esforço. Apenas concentra riscos.
Empresas que não iniciam este trabalho com antecedência enfrentam:
- Implementações apressadas e mais caras
- Decisões técnicas mal fundamentadas
- Exposição a incidentes com impacto legal e reputacional
- Pressão acrescida sobre equipas já sobrecarregadas
Em 2026, o custo de não estar preparado será sempre superior ao custo de preparar de forma faseada e consciente.
Como a Compuworks apoia as empresas neste caminho
Na Compuworks, a abordagem à NIS2 é prática, estruturada e ajustada à realidade de cada organização.
O foco não está apenas no cumprimento formal, mas em transformar a exigência regulatória numa oportunidade para reforçar a segurança, profissionalizar o IT e aumentar a resiliência operacional.
O trabalho passa por:
- Avaliação do nível de maturidade atual
- Identificação de lacunas face aos requisitos da NIS2
- Definição de prioridades realistas
- Apoio na implementação técnica e organizativa
- Criação de bases sólidas para evolução contínua




