
Durante muito tempo, a firewall tinha um papel claro: estava na rede da empresa, e tudo passava por ela. Funcionava bem porque o trabalho também estava todo ali. Hoje, já não é assim.
As pessoas trabalham fora do escritório, as aplicações estão na cloud, os dados circulam entre vários ambientes, mas ainda vemos muitas empresas a tentar proteger esta realidade com um modelo pensado para quando o perímetro era simples e bem definido.
Isto não é uma crítica, é uma constatação, até porque há coisas que começam a falhar no dia-a-dia.
- Políticas que não são iguais em todos os locais.
- Exceções criadas à pressa para utilizadores remotos.
- Atualizações que ficam para depois porque “agora não dá jeito”.
- Escalar uma solução que foi pensada para um cenário muito diferente.
Nada disto acontece por incompetência, mas apenas porque o contexto mudou mais depressa do que o modelo. Hoje, o risco já não está apenas “na rede”, mas também no acesso, no utilizador, no tráfego, esteja ele onde estiver.
É aqui que o conceito de Firewall as a Service começa a fazer sentido.
Em vez de proteger um local físico, protege a comunicação.
Em vez de várias configurações espalhadas, define-se uma política central.
Em vez de depender de intervenções constantes, a segurança acompanha a evolução das ameaças.
Na prática, soluções como o Firewall as a Service da WatchGuard resolvem problemas muito concretos que quem está no terreno reconhece facilmente.
- Gestão num único ponto, sem andar a saltar entre equipamentos.
- Atualizações automáticas que reduzem riscos e esquecimentos.
- A mesma proteção para quem está no escritório ou a trabalhar remotamente.
- Capacidade de crescer ou ajustar rapidamente, sem projetos longos e complexos.
Curiosamente, o maior benefício deste modelo não é técnico, acaba por ser operacional, porque existem menos exceções, soluções temporárias que se tornam permanentes e decisões tomadas sob pressão.
Quando a segurança é mais simples de gerir, as equipas conseguem concentrar-se no que realmente importa: garantir continuidade, reduzir risco e apoiar o negócio.
Então porque é que ainda há resistência? Muitas vezes passa pela sensação de que o controlo deixa de estar “ali ao lado”. Mas na realidade, ele não desaparece nem se reduz, apenas muda de forma. Passa a ser mais central, mais visível e mais alinhado com a forma como as empresas realmente trabalham hoje.
As firewalls tradicionais não estão ultrapassadas, mas sozinhas já não chegam, e em segurança, trabalhar com algo que “quase chega” é um risco que ninguém quer assumir.




