Gerimos infraestruturas à distância, monitorizamos sistemas em tempo real e respondemos a incidentes sem sair do lugar. E, ainda assim, a proximidade nunca foi tão importante.
Num setor onde tudo parece poder ser efetuado remotamente, é fácil esquecer uma coisa básica: IT e cibersegurança lidam com pessoas, empresas reais e contextos muito concretos. E esse contexto raramente se conhece bem apenas através de dashboards.
Na prática, quando há um incidente sério, uma falha crítica, um ataque ou uma decisão urgente a tomar, a distância pode pesar, não por falta de ferramentas, mas por falta de conhecimento prévio do ambiente.
Estar no terreno permite perceber coisas que tipicamente não aparecem em relatórios e que não se deslumbram remotamente, como entender como as pessoas trabalham de facto, não apenas como o processo está desenhado; ou identificar atalhos, riscos e hábitos informais que fazem parte do dia a dia de qualquer organização.
Acima de tudo, permite perceber quais são as prioridades reais do negócio quando o tempo é curto.
Em cibersegurança, este contexto faz toda a diferença. Muitas decisões têm de ser tomadas em minutos, e a qualidade dessas decisões depende, muitas vezes, do grau de proximidade já existente.
Também vale a pena sublinhar que não se trata apenas de tecnologia. Neste setor, a confiança é crítica, e raramente se constrói apenas com ferramentas. Constrói-se com presença, continuidade e relação.
Conhecer as equipas, conhecer a infraestrutura no local, saber quem decide e como decide, estar disponível quando é preciso, e não apenas acessível, é o que distingue um parceiro de um simples prestador de serviços.
Foi exatamente por isso que decidimos reforçar a nossa presença física, com escritórios no Porto e em Leiria, numa altura em que muitos optam por concentrar tudo à distância, não por necessidade logística, mas por opção estratégica.
A proximidade traduz-se em coisas muito concretas: tempos de resposta mais curtos quando algo corre mal, maior capacidade de acompanhamento presencial quando o contexto o exige, e uma relação menos reativa e mais preventiva com os clientes.
Mesmo num mundo cada vez mais digital, a presença física continua a ser um ativo. Em áreas como IT e cibersegurança, onde o impacto de uma decisão errada pode ser elevado, as empresas procuram cada vez mais parceiros próximos, presentes e envolvidos, não apenas contratos ou plataformas.
A tecnologia permite trabalhar à distância, a proximidade permite trabalhar melhor.




